

Uma história sobre família, memória e música, contada por alunas e alunos da Pariz no palco do Teatro Bradesco.


Miguel é um menino mexicano que sonha em ser músico, mas nasceu em uma família em que a música é uma maldição. A proibição começou com sua tataravó, Mamá Amélia. O marido dela, um músico, partiu para tocar para o mundo e nunca mais voltou. Ela baniu a música de casa e ensinou todos da sua família a fazer sapatos: com isso, os Riveras passaram 1de músicos, a sapateiros.
Mamá Inês, filha de Mamá Amélia, já é uma senhora de idade por quem Miguel tem muito carinho, e hoje, a Abuelita Helena, filha de Mamá Inês, faz cumprir a tradição da família de não permitir música. 2O melhor amigo de Miguel é Dante, um cachorrinho que o acompanha pela cidade, onde todos admiram 3o ídolo Ernesto de La Cruz, astro da música. Miguel quer ser como ele, mas é 4apenas um engraxate. Quando tenta tocar violão, Abuelita Helena o lembra da 5regra da família: nada de música.
No “Dia de los Muertos”, é montada a 6sala de oferendas, onde apenas os ancestrais que têm a foto no altar podem visitar o mundo dos vivos. Escondido, Miguel se divide entre 7cordas e sonhos, pois a realidade é que 8os Riveras são sapateiros. Ao encontrar uma foto rasgada dos tataravós, ele conclui que 9Ernesto de La Cruz é seu tataravô.
10Entre velas e memórias, Miguel pega o violão de Ernesto e, pela magia do “Dia de los Muertos”, fica 11entre dois mundos. Ele é guiado pela 12travessia das pétalas até a 13cidade brilhante e suas oferendas. Ao 14encontrar Mamá Amélia, sua tataravó, ele recebe a bênção para voltar, mas com a condição de nunca mais tocar música. Ele 15volta ao mundo dos vivos, mas percebe que não vai conseguir cumprir a promessa e decide buscar a bênção de Ernesto de la Cruz, pois ele é um músico e seu ancestral. Miguel escapa de Mamá Amélia, e durante 16a fuga, conhece Hector, com quem toca violão, como 17o começo de uma melodia. Enquanto isso, Mamá Amélia recorre ao 18chamado de Pepita, uma alebrije guia espiritual, para encontrá-lo.
Hector disfarça Miguel de esqueleto e os dois firmam um trato: Miguel levará a foto de Hector ao altar, e Hector o levará até Ernesto de la Cruz, pois eles eram grandes amigos. No caminho, passam pelo 19Ateliê de Frida, que quer ajudar a encontrar Ernesto. O tempo de Hector vai se esgotando, pois suas 20lembranças perdidas desaparecem à medida que a filha o esquece.
Em um concurso, Miguel canta 21“Un poco loco” e ganha o convite para o grande baile de Ernesto: Aurora Espetacular. Mas Hector descobre que Miguel poderia ter voltado para casa desde o início, se decepciona e, com 22notas partidas, os dois se afastam. Mamá Amélia encontra Miguel e canta 23Chorona, revelando que ela cantava com seu marido, na tentativa de explicar sua dor e decisão, mas Miguel segue firme para encontrar Ernesto.
No 24grande baile de Ernesto, Miguel se apresenta como seu tataraneto, e o 25ídolo e o menino curtem a festa. Hector aparece e a verdade vem à tona: Ernesto o envenenou para roubar suas músicas, 26o veneno da glória. Para esconder o crime, Ernesto de la Cruz joga os dois no 27cenote da verdade.
Hector recorda a canção que cantava para a filha, 28"Lembre de mim", e ambos descobrem que ele é o verdadeiro tataravô de Miguel. Pepita e Mamá Amélia encontram o cenote onde eles foram presos, onde acontece 29o resgate do amor. No caminho de volta, o 30perdão de Mamá Amélia sobre o passado de Héctor, seu marido, acontece. No baile 31Aurora Espetacular, Ernesto tenta roubar a foto de Héctor que está com Mamá Amélia, mas diante de todos e vive a 32queda do ídolo, e é desmascarado como o grande farsante que sempre foi.
Hector começa a desaparecer, pois Mamá Inês está esquecendo o pai. Com 33o último acorde e a bênção dos tataravós, Miguel volta ao mundo dos vivos e canta 34"Lembre de mim" para Mamá Inês, que se lembra de seu Papá e mantém as memórias de Hector vivas novamente. Um ano depois, novamente no "Dia de los Muertos", os ancestrais de Miguel retornam à vila e todos celebram a 35Harmonia do Coração.
Nove personagens entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Toque em cada um para conhecer a história de quem está no palco.

Sou o Théo, estudo na Maple Bear e faço judô. Gosto de brincar com meus amigos e com a minha família, e também gosto de viajar.
Comecei a dançar depois de assistir aos espetáculos. Pensei que devia ser bom, fui experimentar e gostei!
O que mais gosto no Miguel é que ele ama música, assim como eu. Ser o personagem principal é um grande desafio, porque vou aparecer em tantas cenas. Vai ser especial dançar com meus amigos e ter os amigos da minha escola me assistindo.
Para quem também sonha em dançar, minha mensagem é: nunca desista dos seus sonhos e continue dançando!

Sou Ricardo Braune, diretor da Pariz Arte em Dança e bailarino há 23 anos. Minha história com a dança começou por volta dos 19, quando eu cursava Administração e ainda não sabia bem que caminho queria seguir. A Juliana foi minha primeira professora e grande incentivadora. Nas aulas de jazz, descobri a paixão que queria levar para a vida inteira.
Eu era muito tímido. A dança foi me ajudando a me comunicar, a me abrir para as pessoas e a encontrar meu lugar. Ela me trouxe minha família e muitos dos momentos mais felizes da minha vida. Ao longo da carreira, trabalhei com artistas como Claudia Leitte, Sandy & Junior e Daniel, dancei em navios e em eventos pelo Brasil. Com a Juliana, abri a Pariz para compartilhar com outras pessoas aquilo que vivemos como bailarinos: a alegria de estar no palco.
Foi dela o convite para interpretar Hector. Mesmo depois de grandes produções, esse papel me desafia. Meu domínio é o jazz; agora, preciso explorar também a atuação e a comunicação para ajudar a conduzir uma história tão emocionante, em um palco como o do Teatro Bradesco.
Estar novamente em cena com meu filho, o Théo, que interpreta Miguel, torna essa experiência ainda mais gratificante.
Para quem sonha em dançar, meu recado é: permita-se começar. A dança mudou a minha vida. Os momentos mais felizes que vivi foram dançando e ao lado de pessoas que dançam. É esse sentimento que quero compartilhar.

Sou Thiago Mota, tenho 38 anos, sou ator, cantor e publicitário de formação. Já participei do programa do Raul Gil e de um reality de dança. Me expressar com o corpo e com a voz faz parte de quem eu sou.
A dança entrou na minha vida ainda pequeno, vendo meus pais irem a bailes. Na escola, participava de grupos de dança, montava coreografias e me apresentava em festivais. Por volta dos 14 anos, tive minha primeira professora de jazz: Juliana Parizatto. Desde então, nunca mais a larguei!
Interpretar Ernesto de la Cruz está sendo divertido e surpreendente. Acredito que seja meu primeiro vilão, e entender esse personagem, dar corpo e vida a ele, é um desafio muito prazeroso. A música e o canto, que sempre estiveram presentes nos meus trabalhos, também fazem parte dessa construção.
Na Pariz, já vivi o Corcunda e o Sebastião, de A Pequena Sereia. Agora, Viva terá um gostinho especial: será minha primeira vez cantando no palco do Teatro Bradesco e um retorno aos palcos depois de um ano muito intenso.
Para quem sonha em dançar, meu recado é: se joga, só vem! Nunca é tarde para começar. É incrível acompanhar uma coreografia nascer da imaginação de um professor e depois dar vida àqueles movimentos. Venha viver essa experiência com a gente.

Sou Tamiris, casada há seis anos e mãe de dois pets, Cacau e Luna. Sou formada em Ciências Contábeis, com pós-graduação em Direito Tributário e MBA em Digital Business. Trabalho com projetos de transformação digital para a área tributária de uma empresa de comércio eletrônico.
A dança faz parte da minha vida desde a pré-escola. Aos 15 anos, precisei parar para entrar no mundo corporativo. Voltei quando a Pariz abriu e ofereceu aulas aos sábados. Fui correndo! Nesses 14 anos de escola, encontrei minhas melhores amigas, levei meu marido para dançar comigo e construí muitas recordações.
Estar em aula é desligar um pouco das tantas versões de mim: a profissional que trabalha demais, a esposa, a mãe de pet. Ali, posso ser quem realmente sou. Mesmo quando o cansaço fala mais alto, estar rodeada de pessoas queridas recarrega minhas energias.
Receber Mamá Amélia foi um misto de emoções. Eu torcia para que minha melhor amiga ganhasse o papel. Quando a Ju anunciou meu nome, fiquei sem entender, mas logo a alegria tomou conta. Essa personagem toca a história da minha família: minha avó ficou viúva muito cedo, e meu pai se tornou engraxate. Por isso, viver esse papel tem um significado enorme para mim. O filme também é muito especial para minha irmã.
Cada ensaio traz uma emoção nova. Estar com o Theozinho, principalmente na cena final, mexe muito comigo — e eu já sou chorona por natureza! Conciliar essa construção com a rotina fora da dança exige organização, resiliência e a compreensão de quem escuta mais um “não posso, tenho ensaio”. Mas essa troca com quem está no palco também é o que me motiva.
Para quem sonha em dançar, eu digo: tire seus planos do papel. A dança não tem idade. Nela, você pode descobrir novas versões de si, fazer amizades e encontrar um espaço para ser feliz. Não espere a oportunidade perfeita. Comece, sem vergonha nem medo de ser feliz!

Sou a Duda, tenho 11 anos e, quando era menor, sonhava em ser ginasta. Comecei a fazer jazz e acabei me apaixonando pela dança, que me tornou mais confiante.
Eu me identifico com o Dante pelo seu jeito sapeca, atrapalhado e cheio de energia. Este espetáculo representa três anos de aprendizado e foco para realizar um sonho muito especial.
Para quem também tem um sonho, minha mensagem é: nunca desista e batalhe por ele!

Sou Leilany, tenho 60 anos e sou médica há 30. Trabalho com Medicina de Família e Comunidade em uma UBS do SUS, em São Paulo. Na minha rotina, faço pré-natal, atendo crianças, cuido de saúde mental e realizo pequenas cirurgias. Já fiz até parto por lá! Também sou especializada em inteligência artificial em saúde e ciência de dados. Fora desse universo, nado em piscina, em mar aberto e adoro patinação de velocidade.
A dança entrou na minha vida literalmente batendo o pé: pelo sapateado. Antes, fiz balé e jazz. Amo o balé, mas meu jeito agitado encontrou seu lugar no sapateado, que une dança, movimento e som. Bater os pés e fazer música me ajuda a me regular emocionalmente. Eu me encontro naquela sala.
Achava que conhecia bem meu corpo, até precisar coordenar os movimentos, escutar a música, decorar uma coreografia e ainda tentar não esbarrar nos colegas! Sou muito desajeitada. A dança veio me desestabilizar e, ao mesmo tempo, me estabilizar. Mostrou que eu não tinha todo aquele controle que imaginava.
Quando recebi o papel da Abuela Helena, minha primeira reação foi pensar que não daria conta. Depois, me senti muito honrada e especial pela confiança da Juliana. Interpretar essa avó que mantém a família unida com unhas e dentes é uma responsabilidade e uma alegria.
Para mim, o espetáculo representa aquilo que ele diz: a vida é uma festa. Quem está com a gente e quem já se foi faz parte da nossa razão de viver. E a cola que nos une é o amor.
Para quem quer começar a dançar, meu conselho é não ter medo de se sentir ridículo. A gente não chega sabendo: erra, tenta de novo e aprende com muitas repetições. Não deixe para amanhã. Faça. A vida é uma festa!

Sou Soledad Molina, tenho 37 anos, sou chef de cozinha, empresária e dona de restaurante. Na correria de cuidar da carreira e dos negócios, a dança me ensinou a separar um tempo só para mim.
Eu já tinha vontade de dançar, mas ainda não havia me matriculado. Depois de uma cirurgia no pé direito, perguntei ao médico se poderia fazer jazz. Ele respondeu: “Pode e deve”. Foi a melhor recomendação médica que já recebi!
Nas aulas, deixo as outras preocupações de lado e penso nos movimentos, na coreografia, em aprender. Volto com outro ânimo. Além de perceber mudanças no corpo, na memória e no meu bem-estar, ganhei amizades incríveis.
Meu primeiro espetáculo na Pariz foi Aladdin. Desde então, não me imaginava mais fora do palco. Mais tarde, precisei me afastar por quase um ano para um tratamento de saúde. Assistir aos colegas dançando naquele período foi muito emocionante: eu queria estar ali também. Voltar, mesmo com algumas dificuldades, foi uma alegria enorme.
Quando meu nome foi anunciado para interpretar Mamá Inês, fiquei em choque. Depois vieram a emoção e o choro. Receber essa oportunidade foi muito especial, e gosto de pensar que outras alunas podem olhar para essa experiência e se imaginar nesse lugar também.
Se pudesse resumir Viva em uma palavra, seria emoção. A história toca a saudade que sinto do meu pai. Também sou apaixonada pela cultura mexicana e pela ideia de celebrar a vida de quem amamos, agradecendo pela oportunidade de ter essas pessoas na nossa história. A cada ensaio, fico emocionada e feliz por fazer parte disso.
Para quem está em dúvida, sente vergonha ou acha que passou da idade, meu recado é: nunca é tarde para começar ou retomar um sonho. Anime-se, participe, dance. Para mim, a dança também é uma cura para a alma.

Sou Danyella, tenho 25 anos, trabalho como auxiliar de cozinha e sou confeiteira de formação. Mas, antes de tudo, sou artista. Desde criança, desenho, pinto, canto, danço e faço doces. Meu pai era intérprete de samba, e a música sempre esteve presente na minha família.
Sempre amei dançar, mas foi quando comecei a me dedicar às aulas que passei a me reconhecer mais. A dança me deixou mais confiante, forte e conectada comigo mesma. Superar os desafios de uma coreografia fortalece a minha autoestima. Quando danço, sinto que estou conectada com a minha alma.
Receber a Pepita, depois de três anos na Pariz, foi uma surpresa emocionante. Ela é colorida, forte e cheia de potência: tem tudo a ver comigo! Eu imaginava ser reconhecida pelos meus doces. A dança me mostrou que também posso ocupar o palco e ser reconhecida pela minha arte de outras formas.
Viver essa experiência ao lado da Soledad, minha melhor amiga, que conheci na dança, torna tudo ainda mais especial. Sou muito grata ao professor Pablo, pela paciência, dedicação e por nos desafiar a fazer aquilo que achávamos impossível, e ao Ricardo e à Juliana pela oportunidade.
Para quem sonha em dançar, meu conselho é: comece. Minha mãe tem 66 anos e também encontrou seu caminho no teatro. A arte não tem uma idade certa. Ela se constrói com dedicação, um dia e um ensaio de cada vez. Não tenha medo: comece e confie no processo.

Eu sou a Laura, tenho 10 anos e, fora do palco, sou uma menina muito estudiosa e dedicada. A dança entrou na minha vida quando comecei a fazer aulas na escola. Depois, entrei na Pariz e quis continuar, porque estava amando as aulas e me apaixonando cada vez mais pela dança.
Dançar me tornou mais feliz e mais responsável com as coisas com que me comprometo. Virou uma paixão: eu faço tudo por ela!
Foi muito emocionante receber o convite para ser personagem. Eu já tinha vivido essa experiência e tinha sido muito legal. Quando soube que teria essa oportunidade novamente, fiquei muito feliz. Para mim, este espetáculo representa todo o nosso trabalho e o esforço que dedicamos às coreografias. É isso que a gente entrega no palco.
Para quem sonha em dançar, a mensagem que eu deixo é: nunca desista. Quando a gente não desiste, vai muito longe e consegue alcançar aquilo com que sonha.

Sou Juliana, mãe do Théo e do Ravi e esposa do Ricardo. É fora dos palcos que imagino tudo o que vai acontecer nos espetáculos da Pariz. Comecei a dançar aos nove anos, acompanhando minha irmã. Meus pais sempre me incentivaram, mas eu era muito tímida e resisti. A dança foi me transformando e ajudou a construir quem sou hoje.
Quando conheci o Ricardo, dividimos o sonho de abrir uma escola que desse oportunidade a quem sempre quis dançar e, por algum motivo, não pôde. A Pariz nasceu para acolher crianças, adolescentes e adultos, independentemente da idade ou do corpo. Nossa missão é levar a dança a mais pessoas e tornar a vida delas um pouco mais feliz.
Às vezes, sinto que não sou eu que escolho o tema: é o tema que escolhe aquele momento. Já pensávamos em fazer Viva em 2026, quando o Théo teria dez anos e poderia interpretar Miguel. Ver meu filho se divertindo com a dança e a música, por vontade própria, é muito especial.
Escolher o elenco também foi emocionante. Aos poucos, fui reconhecendo os personagens nos nossos alunos. Depois, ao vê-los caracterizados e ensaiando, parecia que não poderiam ser outras pessoas. Esse espetáculo ganha vida por causa de cada um deles. Ver tudo tomar forma faz cada ensaio, cada esforço e cada bolha no pé valerem a pena.
Viva também fala de saudade e de quem continua presente nas nossas lembranças. Neste espetáculo, penso muito no meu pai, que tocava violão e faleceu quando eu tinha 15 anos. Lembrar dele enquanto estamos no palco é muito importante para mim.
Para quem guarda uma vontade de dançar, meu convite é colocar essa vontade para fora. Reserve um tempo para você. Dançar ajuda a deixar as preocupações lá fora por um momento e a se encontrar. Pense em você e dance.

A Pariz Arte em Dança nasceu do encontro de Juliana Parizatto e Ricardo Braune, dois artistas que fizeram da dança uma missão de vida. A escola foi criada para mostrar que dançar não é só para quem começou cedo: aqui, adultos começam ou recomeçam no seu tempo, e crianças a partir de 2 anos iniciam sua formação com arte, disciplina e imaginação.
Os espetáculos levam essa jornada para além da sala de aula. Para muitas crianças, subir ao palco é o começo de um sonho; para muitos adultos, é realizar algo que parecia impossível.


